Título: A Cabana do Pai Tomás
Original: Uncle Tom's cabin
Autor: Harriet B. Stowe
Número de páginas: 176
Ano: 2003
Tradução: Herbeto Sales
Editora: Ediouro
Sinopse: A emocionante história de Pai Tomás, velho e bondoso escravo negro, e os sofrimentos passados por ele e seus companheiros comoveram o povo americano. Pouco a pouco, os ideais libertários foram sendo despertados na população, e logo o país entrou em guerra civil, que culminou com a reunificação dos Estados Unidos e a libertação dos escravos.

Tudo começa com uma reunião entre dois homens na fazenda do senhor Shelby, em Kentucky (EUA). Um desses homens é o próprio senhor Shelby, que possui uma determinada quantidade de dinheiro e status, mas não o suficiente para pagar suas dívidas com o senhor Haley, um mercador de escravos e o outro homem da reunião. Os dois discutem a respeito da tal dívida, e Haley insiste que deverá ceder o seu melhor escravo e mais outro para sanar a dívida com ele. Shelby não gosta da ideia, pois Tomás é o melhor funcionário que alguém poderia ter, era dedicado, responsável, e muito inteligente. Porém, como está completamente falido, acaba aceitando a proposta, com a condição de não vender Pai Tomás antes de um ano para que ele possa recomprá-lo .

Haley também persuadiu o fazendeiro a ceder uma criança, o único filho da escrava Elisa. Esta entretanto fica muito preocupada e resolve fugir com o garoto para o Canadá, visto que alguns dias antes seu marido George Harris também havia fugido devido aos maus tratos que sofria.

O mercador de escravos fica furioso com a fuga, e mais do que depressa sai à procura deles. Os escravos entretanto conseguem fugir e se abrigar na casa de uma família de quakers. E depois de tanta procura desiste de encontrá-la.

Enquanto isso, Pai Tomás está a bordo de uma embarcação, visto que não tinha fugido. Essa era uma qualidade rara dos escravos, ele era resiliente e fiel aos seus "donos". Pois assim estava Pai Tomás, quando conheceu a doce menina Evangelina. A garotinha se encanta tanto com a atenção e carisma do velho escravo que pede insistentemente para que seu pai, o senhor Saint-Clare o compre.

O senhor Haley esquece do pedido do senhor Shelby e vende Tomás ao senhor Saint-Clare. Ele passa então a ser o chofer da família Saint-Clare e escravo particular de Evangeline, para brincar e entreter ela sempre que fosse solicitado.

Na nova fazenda Pai Tomás era bem tratado, assim como na fazenda de seu antigo dono, porém a saudade da família o deixava triste. Evangeline percebendo essa tristeza pede ao pai que liberte o escravo assim que possível, ainda mais depois de sentir que ela não teria muito tempo de vida, e uma de suas maiores alegrias era saber que o homem será livre.

Depois que Evangeline morre, o senhor Saint-Clare começa a organizar os papéis para dar a alforria de Tomás, mas o que não se esperava era que ele também acabasse morrendo. Tomás agora pertencia à cruel senhora Saint-Clare, que mais do que depressa vende todos os escravos para o mercado de escravos de Nova Orleans.

Tomás é comprado em um leilão pelo fazendeiro de algodão mais terrível e desumano que podia existir, e seus castigos e maldades deixam em dúvida quanto ao seu destino.


Segundo Abraham Lincoln (presidente dos EUA de 1861 a 1965) Harriet Stowe é "a jovem que provocou a guerra civil". Isso porque a emocionante história de Pai Tomás comoveu tanto o povo americano, as ideias libertárias foram aos poucos sendo despertadas nas pessoas e logo o país entrou em guerra civil, onde houve a reunificação dos Estados Unidos e libertação dos escravos.

Impossível não se emocionar com os dramas e sofrimentos vividos por Tomás, Elisa, George e o pequeno Harry, cada qual com seu modo de enfrentar os problemas e de buscar a tão sonhada liberdade. Enquanto Elisa e George confiam em suas habilidades e forças para fugir e lutar, Pai Tomás confia em sua fé inabalável em Deus, e acreditando que tudo tem um propósito estabelecido por Ele.

Me peguei várias vezes com lágrimas nos olhos enquanto lia, pois retrata uma história real de muitas pessoas que sofreram coisas até piores em suas vidas no período tão obscuro que foi a escravidão. A leitura veio para tocar bastante e fazer refletir para valores e comportamentos bastante presentes na nossa realidade, porque, infelizmente, ainda existe racismo.

Essa edição da Ediouro possui uma linguagem bem simples e fluída. Por ser uma obra clássica até pesquisei se não era adaptada e reduzida, mas a maioria das edições que encontrei possuem poucas páginas também. Então é de fato uma leitura bem prática, tendo em vista a época de publicação.

Recomendo muito a leitura para quem gosta de temas polêmicos e tocantes, que fazem pensar tanto sobre o passado quanto o presente. Se tornou uma das minhas histórias favoritas do ano e da vida.

 A Nina e eu participamos do desfio "I Dare You - 2017". Eu cadastrei minha participação pelo meu perfil do Skoob (Ana Medeiros), mas postarei minhas resenhas aqui também =)

Mês de Abril -  Clássico




16 Comentários

  1. uhh, completamente fora da minha zona de conforto, a premissa ja n me conquistou, e msm a resenha sendo positiva nao fez eu me interessar pelo livro
    perolasdelivros.blogspot.com

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  2. Esse livro parece ser uma leitura enriquecedora. Confesso que não costumo ler muitos clássicos, mas esse parece ser uma daqueles livros que merecem ser conhecidos.

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  3. Olá
    Esse livro parece ser ótimo de acordo com sua resenha,fiquei curiosa para ler,boa dica de livro adorei um beijo.

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  4. Oi. Tenho muito interesse em ler esse livro. Sua resenha me ajudou a conhecer mais sobre a obra. Farei a leitura em breve.

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  5. Oi, pela sua resenha, me parece que o livro traz boas reflexões para o leitor. A escravidão era uma epoca bem obscura onda pessoas eram vendidas como carne trabalhavam como animais, espero que a leitura mostre isso também e não so o lado da esperança e tal. Gostei de sua resenha. Espero poder ler o livro em breve.

    www.porredelivros.com

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  6. Olá, já tinha ouvido falar nesse livro mas não me lembrava ao certo do que se tratava. Apesar de ser um livro pequeno, me parece trazer uma história bem forte sobre a escravidão. Ótima resenha!

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  7. Eu vim imaginando que era o outro livro A Cabana. Este, não conhecia, e quando vi Pai Tomás, já me interessei. Me rememorou ao Preto Velho. Eu gostei de ler sua resenha e saber dessa história tão forte e emocionante. Eu amo chegar em um blog e ler a resenha de um livro diferente, que traga conteúdo, intenso. Você já leu A autobiografia do Poeta-escravo? É sensacional.

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  8. Que resenha maravilhosa, não conhecia o livro, mais gostei bastante da história, gosto de histórias fortes como essa!
    dica anotada!
    beijos

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  9. É tão bom encontrar resenhas que não são lançamentos.
    Estou lendo vários lançados recentemente e deixando leituras de livros incríveis para trás.
    Adorei sua análise.. tudo indica ser uma história enriquecedora

    Beijos

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  10. Olá! Nossa, fiquei com o coração apertado só de ler a sua resenha. Já assisti a alguns filmes que retrata a escravidão nos EUA e sua luta pela liberdade. Deve ser uma leitura forte e emocionante. Beijos!

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  11. Olá Ana, eu não conhecia esse livro, mas sua resenha me deixou super curiosa para lê-lo, parece ter partes bem dramáticas e emocionantes. Vou anotar a dica e ler assim que possivel *-*

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  12. Adorei saber que um livro teve tanto poder sobre um povo, e fez com que coisas mudassem. Mas não sei se leria porque esse tema da escravidão mexe muito comigo, dói muito em mim esse tipo de leitura, então normalmente prefiro evitar.

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  13. Parece um livro bem reflexivo, mas não é algo que eu leria, pelo menos não no momento.
    www.belapsicose.com

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  14. A premissa é interessante, gosto de livros emocionantes, de enredos fluidos,
    então aceito e anoto a sugestão.

    Até mais!!
    Leituras da Paty

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  15. Oie
    ainda não conhecia a obra mas achei bem legal, parece ser bem interessante, eu não costumo ler clássico mas quero muito mudar isso

    beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  16. Olá!
    Li este livro já um tempo já é lendo sua resenha me fez ter saudades dos personagens. Lembro que sofri muito quando o li.
    Parabéns pela ótima resenha.

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